História do polietileno

A história do polietileno remonta a 1898, quando Von Pechmann obteve um polímero com uma estrutura equivalente à do polietileno, denominado polimetileno.

Esta síntese foi produzida acidentalmente a partir do diazometano, dando origem a um polímero de baixo peso molecular. Em 1900, Bamberger e Tschirner analisaram um produto semelhante e descobriram que tinha a fórmula (CH2)-n. O polietileno de baixa densidade foi obtido acidentalmente pelos estudos de alta pressão de Michaels sobre o etileno em Amesterdão.

Esta descoberta foi explorada por Gibson para produzir polietileno a partir de uma mistura de etileno e benzaldeído. Em 1935, em Inglaterra, os químicos e engenheiros W. Faucett, G. Paton, W. Perrin e G. Williams polimerizaram o etileno a altas pressões e temperaturas.

Esta descoberta permitiu à Imperial Chemical Industries fabricar polietileno em 1938 através da primeira fábrica piloto, tendo a produção comercial começado em 1939 em Northwich, Cheshire.

Em 1953, Ziegler e os seus colaboradores do Instituto Max Planck, com base nos trabalhos iniciados pelo italiano Natta, estudaram o processo de polimerização a baixa pressão.

A reação com um complexo catalítico de alquil alumínio e tetracloreto de titânio deu origem ao fabrico de um polietileno com maior densidade e temperatura de fusão, devido à sua maior regularidade. Este polietileno foi denominado polietileno de alta densidade (PEAD), devido às suas propriedades, ou polietileno de baixa pressão, devido ao seu método de fabrico.

Em 1955, foi inaugurada na Alemanha a primeira fábrica deste material. Ao mesmo tempo, a Phillips Petroleum Co., nos EUA, desenvolveu um processo industrial para obter polietileno de alta densidade e altamente cristalino, utilizando pressão média e óxido de crómio suportado em sílica como catalisador. A primeira unidade industrial foi instalada em Pasadena em 1957.

Fonte:
UNIVERSIDAD DE SAN CARLOS DE GUATEMALA FACULDADE DE ENGENHARIA ESCOLA DE ENGENHARIA QUÍMICA
ERNESTO ROCA GIRÓN

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