Mecanismo bimetálico de polimerização do polipropileno.
De acordo com esta teoria, o sítio ativo tem a estrutura indicada na entrada MECANISMOS DE POLIMERIZAÇÃO DO POLIPROPILENO na Figura 3.6. A sequência de adição de olefinas na cadeia polimérica é dada pelo mecanismo indicado na parte inferior da figura.
Este mecanismo explica a orientação da molécula de propileno através da interação da ligação dupla da olefina com a ligação titânio-carbono, enquanto a estereoespecificidade (a orientação estereoscópica do grupo metilo) é determinada pela interação estérica com os grupos ordenados junto ao átomo de alumínio.
No entanto, a maior crítica a este mecanismo é que a inserção do monómero seria dificultada pelo impedimento estérico da própria cadeia polimérica em crescimento, uma vez que o único sítio ativo está virtualmente bloqueado pelo polímero vivo.
O quadro geral, em termos do mecanismo de polimerização, é ainda mais complicado no caso dos catalisadores suportados.

Figura 3.6: Mecanismo bimetálico para a polimerização do propileno
