Para obter uma embalagem com uma geometria complexa, precisaríamos de contar com toda a assistência mecânica, pneumática e de vácuo perfeitamente interligadas e sincronizadas, conseguindo assim que a folha aquecida assuma a forma desejada de forma homogénea, o que nos permitiria obter um acabamento apelativo aos olhos do cliente; no entanto, restaria um inconveniente por resolver, pois, embora conseguíssemos formar a embalagem perfeita, um pormenor muito importante na termoformação é a etapa de desmoldagem da embalagem. Esta etapa ocorre no final da fase de termoformação, quando a embalagem sai do molde que lhe dá forma (é desmoldada) e segue para a estação seguinte, geralmente a de dosagem do
produto. Regra geral, para desmoldar a embalagem, ao projetar o molde é previsto um ângulo de desmoldagem que lhe confere uma conicidade na zona de extração da embalagem, permitindo que esta saia sem problemas do molde e que o processo automático possa continuar sem interrupções.
Quando a geometria a obter é tão complexa que não permite um ângulo de desmoldagem para a embalagem, concebem-se moldes de termoformação de abertura total ou parcial, que podem funcionar através de deslocamentos verticais ou laterais; além disso, dependendo do resultado pretendido, é possível até mesmo ter deslocamento de mecanismos no interior das cavidades do molde, tudo isto sem comprometer o acabamento estético da face visível da embalagem.
Há um pormenor a ter em conta nestes sistemas de moldes de termoformação com abertura, uma vez que deixam na embalagem termoformada uma marca na linha de junção da abertura e/ou fecho do molde, a que se chama linha de desmoldagem. Esta linha pode ser minimizada consoante o acabamento dado ao molde.
